Lesões no Tênis

O tênis é um esporte bastante dinâmico e exigente do ponto de vista físico: envolve acelerações e desacelerações frequentes, grandes amplitudes de movimento, equilíbrio, tomada de decisões e força. Para isso, o tenista que de fato se dedica ao esporte precisa de um trabalho paralelo de preparação física, o que muitas vezes acaba sendo relegado a um segundo plano para aumentar o tempo de quadra.

No nível competitivo, o tênis envolve jogos prolongados e com curto intervalo de tempo entre as partidas. Cuidados com a recuperação pós treino ou competição devem ser considerados nestas situações. Discutimos mais sobre isso em um artigo específico sobre recuperação pós treino.

Preparação física e medidas de recuperação pós treino ou competição são importantes tanto para a melhora do desempenho como para a prevenção de lesões. A periodização do treinamento deve envolver a escolha de competições, períodos de férias / recuperação, períodos de treinamento com priorização da preparação física e períodos de treinamento com foco no tênis.

Lesões no tênis podem estar associadas também a deficiências técnicas e equipamento inadequado, especialmente em relação à raquete. Tamanho e peso da raquete, tensão no encordoamento e a empunhadura precisam ser considerados.

Uma vez que a bola fique murcha, a energia do golpe para conseguir impor a mesma velocidade à bola terá que ser maior, aumentando o risco para lesões por sobrecarga. Sempre que possível, bolas novas devem ser utilizadas, ainda mais para um tenista em recuperação de uma epicondilite no cotovelo. No tênis profissional as bolas são trocadas no 7º game e depois a cada 9 games. No tênis recreativo, o ideal seria trocar ao menos depois de cada jogo.

Diferentes tipos de quadra possuem exigências físicas específicas, de forma que as lesões também possuem características próprias. A escolha da quadra deve ser levada em consideração na avaliação do tenista e no processo de retorno esportivo após uma lesão.

Relação da raquete com lesões no tênis

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Relação da técnica esportiva com lesões no tênis

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Influência do tipo de quadra nas lesões no tênis

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Treinamento Físico no tênis

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Lesões mais frequentes

O tenista está vulnerável tanto para lesões traumáticas agudas como para lesões por esforço repetitivo.

Aproximadamente um terço das lesões no tênis é decorrente de trauma, sendo mais comuns nos membros inferiores. Lesões musculares (adutores do quadril, reto femoral, isquiotibiais, panturrilha), entorse de tornozelo e, ocasionalmente, lesão no menisco ou no Ligamento Cruzado Anterior do joelho são algumas das mais comuns. “Tennis Leg” é uma ruptura parcial da cabeça medial do gastrocnêmio (músculo da panturrilha) durante uma arrancada para rebater a bola, enquanto “Tennis Toe” é um hematoma que se forma embaixo da unha, causado pela compressão dos dedos dentro do tênis, sendo mais comuns em quadras duras.

Dois terços das lesões ocorrem devido à prática excessiva, acometendo predominantemente os membros superiores (ombro, cotovelo e punho) e eventualmente acometem também a coluna ou os joelhos.

Lesões da coluna no tênis

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Lesões do ombro no tênis

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Lesões do cotovelo no tênis

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Lesões no quadril

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Lesão do joelho no tênis

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Lesão na panturrilha

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Lesões do pé e tornozelo no tênis

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Prevenção de lesões no tenista

O tênis é um esporte de alto risco para lesões musculoesqueléticas e muitas das lesões mais vistas nestes atletas podem ser efetivamente reduzidas por meio de programas de prevenção.

A preparação física é fundamental para isso. Fadiga, desequilíbrios e fraquezas musculares estão envolvidos diretamente com lesões musculares (especialmente as lesões na panturrilha) e indiretamente com lesões como a entorse do tornozelo, a ruptura do Ligamento Cruzado Anterior ou a lombalgia.

A adequação entre a carga de treino ou jogo e o condicionamento físico individual deve ser considerado. Muitos tenistas iniciam suas queixas após um torneio com jogos sequenciais no mesmo dia, sem estar fisicamente preparados para isso.

Os fatores de risco para lesões podem ser diferentes mesmo em dois tenistas competindo no mesmo nível, de forma que a avaliação preventiva deve idealmente ser montada de forma individualizada a partir de uma avaliação estruturada realizada pelo médico do esporte. Discutiremos isso na sessão seguinte.

Avaliação médica pré-participação do tenista

A avaliação médica pré-participação do tenista deve ter como objetivo a prevenção de lesões, a identificação de comorbidades clínicas que possam afetar o desempenho ou a saúde do tenista (principalmente em relação à saúde cardiovascular) e a avaliação de fatores que possam ajudar na melhora do desempenho esportivo.

A avaliação de deficiências e desequilíbrios musculares, avaliação da mobilidade articular, avaliação técnica do tênis e avaliação do equipamento, especialmente da raquete, podem fazer parte da avaliação musculoesquelética, a depender de eventuais queixas de dores ou lesões. A avaliação da capacidade aeróbica e da resistência anaeróbica deve ser considerada principalmente no tenista de alto rendimento; A avaliação cardiovascular é recomendada para todos os atletas, independentemente do estado de saúde ou idade; O atleta está vulnerável a problemas clínicos relacionados à prática esportiva, mas também está a problemas de saúde geral, não relacionados ao esporte. A avaliação laboratorial de rotina deve fazer parte da avaliação pré-participação do tenista; A avaliação nutricional deve ser considerada, entre outras coisas, pela alta demanda energética do esporte.

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